8 de julho de 2010

Número do meu celular?

     Essa semana, pela primeira vez em toda minha existência como mulher, passei por uma situação um pouco interessante, mas ao mesmo tempo constrangedora e, intimamente falando, irritante.
      Já ouvi amigas comentando acontecimentos semelhantes com elas. E na maioria dos casos foram de sucesso, mas comigo não existe chance de sucesso com essa atitude, não. Rs.
      Numa manhã, em pé, dentro do ônibus a caminho do trabalho, tive a oportunidade de ser flertada diretamente por um total desconhecido que estava na mesma situação que eu (em pé no ônibus). Mas ele já começou mal.
      Primeiro: Não é porque meu casamento não deu certo que estou disponível! Não, não estou. Até porque as coisas boas, para acontecerem, são lentas.
      Segundo: Eu escolho quem poderá me flertar. Quando quero que aconteça sempre deixo bem óbvio. Seja com o olhar, com um sorrisinho maroto, ou até mesmo com palavras indiretamente diretas. Isso quando não sou eu a dar o primeiro passo, né? Rssssss......
      Terceiro: Educação e sutileza desde o primeiro contato é primordial.

      Enfim, o rapaz já chegou me dando cotovelada na cabeça, umas 2 vezes, quando estacionou ao meu lado, mas mesmo assim continuou com o braço pra cima me deixando completamente tensa com aquele cotovelo apontado pro meu rosto. (Ponto negativíssimo!)
      Um tempo depois a Sra. que estava sentada no banco à frente dele saiu, e ele, vendo que eu já estava em pé quando entrou no ônibus, foi e sentou, ao invés de me oferecer o lugar. Mas aí viu uma "Sra." em pé na frente dele e ofereceu o lugar para ela e não para mim. (Ponto super negativo!!!). Minha bolsa pesando cerca de quase 5kg de tanta bugiganga que carrego, rsss.

      Bem, quietinha na minha escutando meu radinho, viajando nos meus pensamentos, derrepente sou catucada (péssimo isso) no ombro pelo sujeito. Falou alguma coisa que eu achei ser referente ao motorista, foi então que depois de várias tentativas de leitura labial ele omeçou a rir (sou meio surda... rs), e resolvi tirar um dos fones para enter o que ele queria.

      Ele: - Opa, bom dia!
      Eu: - Bom dia.
      Ele: - Posso te pedir uma coisa?
      Eu: - Hum. Fala. (Já com cara de desprezo e grosseria na ponta da lingua)
      Ele: - Pô, você pode dar seu celular?
      Eu: - Hãm? Não, não vou dar não. (Coloquei o fone outra vez e ignorei)
      Ele: - Mas porque não quer me dar?
      Eu: - Porque não.
      Ele: - Eu estou pedindo o número do seu celular, não é o aparelho não!
      Eu: - Aff... (virei o rosto pro outro lado, óbvio)
      Ele: - Heim, porque não quer dar seu número? Só quero conversar com você um pouquinho...
   
      Um silêncio permeou dentro de mim com vontade de soltar uma grosseria por estar atrapalhando a minha viagem com pergunta insistente e já respondida, rs. Mas mantive a paciência pra pressão não aumentar também. A tal Sra., a quem ele deu o lugar, ficou olhando para minha cara e para a dele tentando entender o que estava acontecendo ali. Rs.... povo fofoqueiro.
   
      Ele novamente: - Fala só um pouquinho mais baixo... tenho vergonha... ninguém precisa ouvir o que estamos falando...
      Eu: ...................................... (olhei pro outro lado novamente e continuei ouvindo minha musiquinha tranquilamente.)
      Ele: ........ (sorriso amarelo estampando seu rosto na espera de um diálogo, hahahahahahaha)

      Quando vagou um lugar, sentei-me e fiquei olhando pra rua, pegando um ar. Quando vi, ele tinha descido ali mesmo e saiu correndo desesperado em direção ao local do trabalho dele e olhando pro ônibus. Deduzi: ou ele tá com tanta vergonha que vai acabar enfiando a cara no primeiro buraco que surgir na frente dele, ou é bocó mesmo que começa a correr que nem débil pela rua. Mas a conclusão não foi nenhuma das duas deduções. Ele queria que eu visse onde trabalha. Porque conclui isso? Porque o sinal tava fechado e o local do trabalho dele estava perto, mas ele, quando corria, ficava olhando pro ônibus me olhando com cara de desespero para que eu observasse-o. Quando chegou no local tirou do bolso um chaveiro e abriu a loja. Como ele tava de terno e gravata conclui, também que deva ser o gerente da loja. E - DA- Í??? 
      Conclusão final: É idiota e infantil.Apesar de corajoso em pedir o telefone de uma total desconhecida e louca.
     
      Agora veja: onde que vou dar o número do meu celular assim, do nada? Sou louca mais nem tanto.. Nunca vi o sujeito na minha vida. Nunca houve troca de olhares, muito menos reciprocidade da minha parte. Pra pedir meu número, e eu dar, tem que rolar todo um felling já um certo tempo. Uma atração gostosa e um papo maneiro
      Enfim, não rolou e nem tinha chance de rolar, da minha parte com certeza não. E mesmo se rolasse, não estou disponível assim, tão fácil. Nunca foi, não será agora que será.

      Agora me diga, qual o felling de conversar por telefone com quem nunca teve diálogo pessoalmente?? Nenhum! Pessoalmente se o papo não for tão bom, a troca de olhares e o contato das mãos sempre dá uma ajudinha, ou não. Pessoalmente é indiscutível. Tempo sempre se dá para tal. Por telefone... não, não rola mesmo!!!!
     
 

2 comentários:

Tel Monteiro disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

já me aconteceu algo parecido, mas antes rolou digamos que um papo sobre o tempo e sobre o trânsito. Tb não dei e me senti digamos que usada para quem sabe, sexo. É só isso que eles pensam. Ou vc acha que ele pediu seu telefone pra casar com vc??

kkkkkkkkkkkkkkk

bjs

A.M.A. disse...

Eu nem pensei de tão irritada que me deixou, ahuahuahua.
Preferi ignorar.
Pessoas sem conteúdo são assim, né? Pede de cara o telefone. Pq por de trás do aparelho não podemos observar as caras e bocas de desespero sobre o que vai dizer, rs.